terça-feira, 2 de junho de 2020

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Por Renan Truffi
“Milhares de mulheres e homens sujos, de cabelos desgrenhados e corpos esquálidos cercaram os jornalistas. (…) Os homens vestiam uniformes esfarrapados, tinham as cabeças raspadas e pés descalços. Muitos, porém, estavam nus. Luiz Alfredo viu um deles se agachar e beber água do esgoto que jorrava sobre o pátio. Nas banheiras coletivas havia fezes e urina no lugar de água. Ainda no pátio, ele presenciou o momento em que carnes eram cortadas no chão. O cheiro era detestável, assim como o ambiente, pois os urubus espreitavam a todo instante”.

Nise da Silveira

Médica alagoana foi pioneira na humanização do tratamento psiquiátrico

Uma das primeiras mulheres formadas em medicina no país, Nise revolucionou o tratamento mental por meio da arte. Ela era contrária às terapias agressivas comuns em sua época, como o eletrochoque, e se tornou um importante símbolo do movimento antimanicomial.
Conhecida pelo pioneirismo na psiquiatria humanizada, em 1956, a médica fundou a Casa das Palmeiras. Dos esforços dela e de seus pacientes foi criado também o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto.


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